In Utero: Pachyderm Recording Studio (Parte 5)

Pachyderm Recording Studio
12-26 Fevereiro, 1993 – Cannon Falls, Minnesota, EUA



«Lembro-me de pensar que tínhamos conseguido algo bom, que tínhamos gravado um disco tal e qual como a banda imaginou no princípio. »

(Steve Albini)


Nirvana:
Kurt Cobain (voz, guitarra)
Krist Novoselic (baixo)
Dave Grohl (bateria)
Kera Schaley (violoncelo)

Crew:
Steve Albini (produtor)
Bob Weston (engenheiro)
Brent Sigmeth (assistente)

Alinhamento:
[O] Scentless Apprentice [In Utero, 1993]
[O] Milk It [In Utero, 1993]
[O] Sappy [Various Artists – No Alternative, 1993]
[O] Very Ape [In Utero, 1993]
[N] Pennyroyal Tea (instrumental)
[O] Radio Friendly Unit Shifter [In Utero, 1993]
[O] Frances Farmer Will Have Her Revenge On Seattle [In Utero, 1993]
[O] Moist Vagina [All Apologies, 1993]
[N] tourette’s (take alternativo) *
[O] tourette’s [In Utero, 1993]
[N] Heart-Shaped Box (instrumental) *
[X] All Apologies (instrumental)
[O] All Apologies [In Utero, 1993]
[O] I Hate Myself And I Want To Die [Various Artists – The Beavis And Butt-Head Experience, 1993]
[X] Rape Me (instrumental)
[O] Rape Me [In Utero, 1993]
[O] Serve The Servants [In Utero, 1993]
[O] Dumb [In Utero, 1993]
[N] Dave Solo (instrumental com Dave em todos os instrumentos)
[N] Marigold (instrumental com Cobain na bateria, Grohl na guitarra e Novoselic no baixo)
[N] Marigold (instrumental com Grohl na bateria e guitarra, e Novoselic no baixo)
[O] Marigold (Grohl na voz, bateria e guitarra, Novoselic no baixo e Schaley no violoncelo) [In Utero Deluxe Edition, 2013]
[N] Lullaby (instrumental)
[O] Pennyroyal Tea [In Utero, 1993]
[X] Heart-Shaped Box (instrumental)
[O] Heart-Shaped Box [In Utero, 1993]
Legenda: [O] Oficialmente editado / [N] Não oficial / [X] Não editado / [?] Não confirmado
Nota: Devido a um bug, o Spotify nem sempre irá tocar a música correspondente à ligação, direccionando o ouvinte para o álbum onde a faixa está inserida. Para chegar à faixa certa, o link deve ser copiado e colado directamente no campo de pesquisa da aplicação do Spotify.

* No Verão de 2015, estas faixas vieram a público, em conjunto com outras demos ou versões alternativas de temas dos Nirvana. Todos os uploads no Youtube ou Soundcloud foram eliminados, existindo ainda alguns pontos de download na internet.

Para se ter uma ideia do bom humor partilhado entre os membros dos Nirvana aquando do início das gravações finais de “In Utero”, a banda reservava o Pachyderm Recording Studio, em Cannon Falls, no Estado norte-americano do Minnesota, sob o pseudónimo de “The Simon Ritchie Bluegrass Ensemble”. A piada reside no facto de Simon Ritchie ser o nome verdadeiro de Sid Vicious, dos Sex Pistols. Os Nirvana entravam então em estúdio na segunda semana de Fevereiro de 1993, com o objectivo de gravar o muito aguardado sucessor de “Nevermind”. À banda de Seattle juntava-se Steve Albini, produtor e músico sediado em Chicago, que havia integrado bandas como Rapeman e Big Black, de quem Kurt Cobain era fã.

Escolhido por estar situado numa zona residencial isolada, o Pachyderm estabelecia as suas fundações numa floresta privada de 20 hectares, que incluía, para além do estúdio, uma habitação de 460 m2. Tal isolamento, permitia à banda escapar à confusão e encontrar o equilíbrio mental de que precisava para gravar sem distracções exteriores. «Estávamos isolados», recorda Krist Novoselic. «Vivemos nessa casa durante duas semanas, que estava no meio do nada como se fosse um gulag. Também nevava, pelo que não podíamos ir a lado nenhum. Simplesmente ficávamos lá a trabalhar.»

Os rumores de que Steve Albini ficaria responsável pela tarefa de produzir o novo disco dos Nirvana já circulavam ainda antes de o mesmo ser contactado pela banda. As alegações da imprensa chegariam mesmo a ser refutadas pelo produtor, apenas para receber um telefonema dos Nirvana uns dias depois.

Ainda que soubessem que a Geffen estava descontente com a escolha de Steve Albini para o trabalho de estúdio, os Nirvana gozavam de poder suficiente para tomarem as suas próprias decisões. «Depois de “Nevermind” tínhamos esse poder», admite Dave Grohl. «O nosso representante da altura, Gary Gersh, estava a passar-se completamente. Disse-lhe, ‘Não tenhas medo. O disco vai ficar bom!’ Ele respondeu-me, ‘Não tenho medo, sigam em frente e façam o melhor que conseguirem.»

A especulação gerada em torno da parceria entre os Nirvana e Steve Albini valeu a este último um afastamento por parte de bandas underground, que eram de opinião que se tinha vendido. Albini havia construído uma reputação à volta dos seus princípios e metodologia de trabalho dentro da cena musical underground e, ao contratar os seus serviços, havia quem acreditasse que os Nirvana procuravam recuperar alguma da sua credibilidade dentro do punk rock. Numa entrevista à revista Request em 1993, Kurt Cobain dizia não ter considerado sequer essa hipótese: «Nunca prestei muita atenção à personalidade do Steve Albini ou ao que ele defende. Queria trabalhar com ele pois produziu dois dos meus discos favoritos, “Surfer Rosa” e “Pod”.» Inspirado pelos trabalhos dos Pixies e dos Breeders, Cobain esperava que Albini fosse capaz de captar o ambiente natural de uma sala através do uso inteligente de microfones, algo que os produtores com quem trabalhou no passado falharam em conseguir. «Sugeri ao Jack Endino e ao Butch Vig que usássemos uma série de microfones para captar o som ambiente, mas foi algo que nenhum deles fez. Acontece que é exactamente isso que o Albini faz, e isso era algo que já esperava dele. Esteve muito perto de conseguir alcançar isso com os Pixies e os Breeders, que soam da maneira que eu sempre quis que os Nirvana soassem.»

Dave Grohl complementa: «Adoramos “Goat”, dos The Jesus Lizard, o primeiro álbum dos Breeders e “Surfer Rosa”, dos Pixies. Parte da razão está relacionada com o som da bateria e o feeling natural de uma gravação ao vivo. Quando fomos gravar o “Nevermind”, era algo assim que tínhamos em mente. O “Nevermind” acabou por ficar completamente diferente, mas sempre quisemos trabalhar com o Steve e agora podíamos fazê-lo. Depois de “Nevermind”, algo acendeu-se em Kurt Cobain, que sentiu que esse disco não representava a sonoridade da banda.»

Albini admitiria não ter prestado muita atenção aos discos anteriores dos Nirvana, chegando mesmo a descrevê-los como «uns R.E.M. com um pedal de distorção», mas aceitaria o trabalho por sentir pena dos membros da banda, vendo-os como «o mesmo tipo de pessoas de todas as bandas mais pequenas com quem trabalho», com a diferença de estarem à mercê da sua editora. O produtor enviaria então à banda um fax composto por quatro páginas onde enumerava os seus termos, filosofia e métodos de gravação. «Acho que o melhor que podem fazer nesta altura é exactamente aquilo de que falam: gravar um disco em meia dúzia de dias, com alta qualidade mas uma produção minimalista e sem interferência dos manda-chuvas da editora. Se é mesmo isso que vocês querem fazer, então adoraria estar envolvido», escrevia no documento, acrescentando: «Se, no entanto, encontrarem-se numa posição em que têm a editora temporariamente do vosso lado apenas para convencerem-vos logo depois a modificar as músicas e a produção, contratando produtores de calibre para adocicar o vosso disco, então vai correr mal e não quero fazer parte disto.» De forma a prevenir-se da interferência da editora, Steve Albini sugeria aos Nirvana que pagassem os gastos relacionados com as gravações do seu próprio bolso, ao que estes anuiram. Os custos de estúdio totalizaram $24.000, com Albini a receber um pagamento único de $100.000 pelos seus serviços.

Steve Albini refere também o facto de não se ter encontrado pessoalmente com a banda até à sua chegada ao Pachyderm, havendo falado, no entanto, com Kurt Cobain ao telefone. «O Kurt queria uma sonoridade mais atmosférica e com um tom ligeiramente mais ameaçador», comenta. Albini receberia também as demos gravadas no Brasil: «Preferi logo o que ouvi nas demos do que aquilo que conhecia de “Nevermind”. Os parâmetros de “Nevermind” pareciam-me muito limitados, onde cada música tinha um início, um meio e um fim, e era tudo apresentado de uma forma em que podias ouvir cada ruído. O material novo já era mais disperso e sem uma perspectiva definida, e eu gostei disso, mas apresentava também momentos que eram muito poderosos e dinâmicos. Parecia que tinham reformulado a ideia de quem queriam ser e de como se queriam comportar enquanto banda, assim como a sonoridade que queriam adoptar.»

Quando tudo parecia encaminhado e os Nirvana preparavam-se para a viagem em direcção ao Minnesota, instalava-se o pânico. «Na noite anterior ao voo, recebi um telefonema do Kurt em pânico», refere o técnico de guitarra Earnie Bailey. «Tinham estado a ensaiar e o Kurt disse-me que o seu pedal Echo Flanger tinha avariado. Quando estes pedais avariam, são muito complexos debaixo do capô, pois não são fabricados da melhor forma. O Kurt disse, ‘É o álbum inteiro… Isto tem que funcionar!’ Usou este pedal na composição das músicas todas e creio que receasse que não soaria da mesma forma. Disse-lhe então que ia ter com eles para dar uma vista de olhos. Encontrámo-nos na casa do Krist e foi muito engraçado porque abriram o pedal e vi que ele só tinha encravado o amortecedor que o faz ligar quando é accionado com o pé! Foi hilariante pois foi muito fácil de resolver. O nível de gratidão expressa foi caricato: ‘Meu, acabaste de salvar o disco!’ Tive que me rir e dizer, ‘Meu, isto foi a cena mais fácil que eu já fiz.’»

Com o problema resolvido, Kurt Cobain e Krist Novoselic chegavam ao estúdio juntos, com Dave Grohl a dar entrada no dia seguinte. Para além dos membros da banda e do produtor Steve Albini, estavam presentes Brent Sigmeth (engenheiro de som), Bob Weston (assistente do estúdio), Carter Nicole Launt (chef de cozinha) e o seu cão, Z. A banda proibiu visitas da editora ou do management.

Os dias começavam por volta das dez da manhã com o pequeno-almoço. As gravações eram iniciadas ao meio-dia e prosseguiam até à meia-noite. O almoço era entregue no estúdio a meio da tarde, com o jantar a ter lugar numa mesa grande ao início da noite. Launt recorda-se de Novoselic seguir uma dieta vegan, Grohl comer tudo o que fosse americano e de Cobain ter uma dieta muito irregular, com um gosto particular por pizza congelada. A gravação da base dos temas arrancava no dia 13 de Fevereiro: «Gravámos utilizando dois setups diferentes», explica Albini. «Para as músicas que não precisavam de muito som ambiente, como aquelas mais rápidas e punk, instalámos a bateria na cozinha do estúdio, que tinha as paredes mais próximas e um som mais fechado. Depois, para as canções mais abertas e atmosféricas, a bateria era colocada na sala grande onde a banda tocava ao vivo.» Sobre este último espaço, Grohl recorda: «Soava muito bem e era um sítio muito confortável para se estar. Ainda me consigo ver, vividamente, sentado na minha bateria com o Krist ao meu lado direito e o Kurt ao meu lado esquerdo. A sala de controlo ficava em frente e o Albini tinha um monte de microfones estranhos colados ao chão, na minha bateria.»

De acordo com Cobain, a bateria de Grohl estava equipada com 30 microfones. Existiam outros microfones posicionados em toda a parte. «Tínhamos microfones de origem alemã grandes e antigos colados no chão, no tecto e nas paredes», descrevia Cobain à Guitar World. «Podes até ouvir as cadeiras a chiar, de tantos microfones que tínhamos à nossa volta.»

Cobain terá usado uma Sunburst Univox Hi-Flier personalizada para a gravação da maior parte das guitarras. Em “Very Ape”, serviu-se de uma guitarra rara toda em alumínio chamada Veleno, que Albini trouxe especificamente para essa sessão. De acordo com o produtor, «o som tenso e distorcido das guitarras» resultou de um amplificador Fender Quad Reverb danificado. «O Kurt contou-me que tinha que o esconder dos técnicos com quem andava em tour pois tinha medo que o arranjassem e então aquele som desapareceria», recorda Albini que, à excepção de uma vez em que Kurt Cobain estava a ter dificuldades em afinar a guitarra e queria que o seu técnico apanhasse um voo para o estúdio, num momento que descreve como cómico, ficou impressionado com a atitude e a ética da banda. Albini lembra-se também do bombo da bateria de Dave Grohl ter sido substituído nas gravações de “Pennyroyal Tea” e “Dumb”. «Usámos um bombo menor para que obtivéssemos um som mais elástico e jazz, em contraste com a sonoridade mais hard-rock presente nos temas restantes», explica. «Gravámos algumas músicas no primeiro dia. Provavelmente terminámos quatro ou cinco faixas do disco nesse primeiro dia, o que aumentou muito a nossa confiança.» Novoselic acrescenta: «Estivemos intensamente concentrados nos ensaios. Tínhamos as músicas muito bem delineadas, pelo que aparecemos em Cannon Falls, montámos o nosso equipamento e começámos a tocar. Captámos a maior parte das músicas nos primeiros dois dias. Algumas, penso que foram mais de metade, gravámos no primeiro take. Sabíamos que o Albini não queria lidar com uma banda rock enorme ou com músicos mimados.» Dave Grohl completa: «Arrasámos nas sessões do “In Utero”. Ficou feito em três dias. Fiquei com outros dez dias para sentar-me com o cu na neve, sem nada para fazer.»

Albini refere que as únicas faixas que precisaram de mais tempo foram “Heart-Shaped Box” e “Pennyroyal Tea”. «Sei que essas músicas foram gravadas várias vezes e de maneiras diferentes.» Grohl confirma: «Lembro-me que estávamos todos preocupados com os tempos em “Heart-Shaped Box”, mas os metrónomos não são fixes, pelo que o Kurt e o Steve tiveram a ideia de utilizar uma luz estroboscópica [risos]. Tivemos uma longa conversa sobre ter isso a funcionar com o objectivo de sugerir o tempo e não impô-lo. Disse-lhes, ‘Ok pessoal, faço aquilo que quiserem.’ Sentei-me à bateria durante um ou dois takes com esta luz sempre colada à minha cara até praticamente ter tido uma convulsão. Disse-lhes, ‘Podemos só tocar? É só um pouco de fluxo e refluxo, não se preocupem.» Com tanto tempo disponível do seu lado, Grohl chegaria até a gravar composições da sua autoria.

Terminada que estava a base dos temas, chegava a altura de Kurt Cobain gravar a voz e os overdubs. «O Kurt tinha algumas ideias para a segunda guitarra que não tinha experimentado nas demos, pelo que estava entusiasmado para gravá-las», recorda Albini. «Algumas ideias eram contrapontos ou contrastes, e outras eram apenas um reforço daquilo que já existia, mas o Kurt foi inflexível no que diz respeito a acrescentar um quarto membro fantasma a toda a hora.»

Os vocais de Kurt Cobain foram gravados numa única maratona com a duração de sete horas. «O Kurt estava sentado com uma guitarra acústica partida ao colo», relata Albini. «Por vezes, no disco, é possível ouvi-lo dedilhar a guitarra enquanto canta.» Foi disposto um conjunto de microfones próximos de Kurt Cobain: um Electro-Voice RE20 e um Lomo 19a9. Também um microfone Neumann CMV563 foi utilizado para captar o som ambiente. Kurt foi auxiliado por um compressor Urei LA4 e pré-amplificadores Neve 1073s. O efeito seco e volumoso no final de “Rape Me” e “Milk It” foi conseguido com um pré-amplificador Lydkraft e um pouco de distorção. «A voz tinha que soar ainda mais louca do que aquilo que era até esse ponto, pelo que tive que encontrar uma solução para fazer a voz saltar no fim», explica Albini. Os overdubs de violoncelo em “Dumb” e “All Apologies” foram executados por Kera Schaley, uma amiga de Albini que integrava uma banda chamada Doubt. A mistura levou aproximadamente cinco dias até ser finalizada. «Foi um processo muito rápido», comenta Albini. «Basicamente subimos os faders até encontrar um determinado balanço, e depois eram recuados, pelo que não mexemos muito. Penso que conseguimos misturar duas ou três músicas por dia.»

Quando a banda não estava a trabalhar, a comer ou a dormir, envolviam-se em brincadeiras, com as partidas telefónicas e as pirotecnias exteriores entre as suas escolhas favoritas. «Éramos uns gajos novos e bem dispostos no meio de uma floresta, e estávamos a divertir-nos», justifica Albini. «Existe uma solução de limpeza utilizada nas fitas analógicas, um álcool extremamente inflamável. À medida que queima, evapora, deixando a tua roupa e pele sem mazelas, o que significa que ficas a arder mas não te queimas. Então fazíamos isso uns aos outros muitas vezes, e incendiávamos os nossos sapatos, calças e os cus.»

Decorrida uma semana da sessão de estúdio, Courtney Love juntou-se aos Nirvana juntamente com Frances, a filha do casal. A sua presença não foi propriamente bem recebida, acabando por dar origem a uma discussão com Dave Grohl. «Afectou um pouco as coisas, definitivamente», diz Launt. «Creio que foi stressante para o Kurt e que meteu-lhe muita pressão em cima, pois nem sempre aprovava as músicas. Era muito crítica do trabalho dele e um tanto conflituosa com as pessoas. Foi mesmo stressante. Fez-nos sentir desconfortáveis ao lavar roupa suja em público. Isso fez com que o Kurt se sentisse incomodado.»

Ao ouvir o resultado final, contudo, todos pareciam alegres. «Enquanto mostrava as músicas à banda, todos estavam eufóricos», recorda Albini. «Lembro-me de pensar que tínhamos conseguido algo bom, que tínhamos gravado um disco tal e qual como imaginavam no princípio. Tinha uma sonoridade ameaçadora mas ao mesmo tempo cultivada. Não era feia no seu todo mas tinha uma certa fealdade anexada que encaixava muito bem nos temas. Todos estavam extasiados ao ouvir o resultado.» Charutos foram passados com o intuito de celebrar, com Novoselic a acender o seu a partir do traseiro de Dave Grohl, que estava em chamas!